Análises estratégicas concisas sobre temas geopolíticos críticos. Documentos técnicos fundamentados em rigor analítico e independência intelectual.
Os semicondutores tornaram-se o recurso estratégico central do século XXI. A disputa sino-americana pelo controle da cadeia global de chips atingiu novo patamar em 2025–2026: a China acelerou seu "Projeto Manhattan dos Chips" com US$ 150 bilhões em investimentos, enquanto os EUA responderam com o CHIPS Act (US$ 280 bilhões) e controles de exportação sem precedentes. Taiwan permanece no epicentro da tensão. Para o Brasil, que possui silício, nióbio e terras raras, a janela de oportunidade é estreita e real.
O Atlântico Sul emergiu como espaço estratégico de disputa geopolítica no século XXI. A expansão naval chinesa, com bases em Ushuaia, Namíbia e Djibuti, configura estratégia de cerco às principais rotas marítimas. Para o Brasil, a Amazônia Azul — ZEE de 5,7 milhões de km² — concentra 95% do comércio exterior e as maiores reservas do pré-sal. Este Policy Brief analisa a estratégia chinesa, a importância da ZOPACAS e os três cenários estratégicos para o Brasil até 2030.
A transição energética global e a aceleração da digitalização transformaram minerais críticos em ativos estratégicos centrais na competição geopolítica contemporânea. Lítio, nióbio e terras raras deixaram de ser commodities convencionais para se tornarem infraestruturas de poder, capazes de determinar vantagens sistêmicas entre Estados Unidos, China e União Europeia. O Brasil ocupa posição singular neste tabuleiro geoeconômico, detendo a segunda maior reserva mundial de nióbio, reservas crescentes de lítio e potencial geológico amplamente subexplorado.
Os Policy Briefs do GeoEstratégia são documentos estratégicos que analisam temas geopolíticos críticos com rigor analítico e independência intelectual. Cada documento apresenta contexto estrutural, mecanismos de poder, implicações para o Brasil e cenários prospectivos, fornecendo subsídios para tomadores de decisão em governo, empresas e academia.